sábado, 10 de junho de 2017

Wonder Woman

Este poster é um exemplo da bela arte do filme.
"Não importa se eles (os humanos) merecem ou não nossa ajuda. O que importa é fazermos aquilo que acreditamos,"

Saudações, nobres guerreiros e guerreiras!

Após uma ausência forçada pelo trabalho em Midgard, retorno a estes Salões para fazer um breve comentário sobre um filme que assisti junto de minha esposa na última sexta feira. E com sempre, isto não se trata de uma resenha ou análise profunda; apenas minha opinião como alguém que cresceu lendo as histórias destes célebres heróis.

Há dois anos, quando soube da produção do filme Mulher Maravilha, preocupei-me porque sabia que, dadas as tendências do cinema norte-americano, havia chances homéricas do resultado ser desastroso. Primeiro, porque o enredo ficaria raso se o filme optasse por se focar na sensualização da protagonista. Segundo, porque a essência da personagem e da história seriam completamente descaracterizados se o filme  decidisse se centrar em propaganda feminista.

Felizmente, nenhuma destas duas coisas aconteceu. O filme, mesmo alterando a história da personagem em pontos cruciais, manteve-se fiel à essência da personagem, especialmente em seus primeiros contatos com o "mundo dos homens". A princesa Diana de Themyscira é retratada como uma jovem de espírito e coração verdadeiramente puro e nobre, alguém que, precisamente por conta de sua pureza e desejo de ajudar as pessoas, consegue se manter forte e íntegra mesmo diante das maiores atrocidades, sendo assim, um símbolo de justiça e, principalmente, esperança. De certa forma, o espírito que não pôde ser visto muito claramente em Superman: The Man of Steel, pode ser sentido de maneira muito forte aqui.

Apesar do clima excelente do filme ser mérito de todos os roteiristas, escritores, atores e profissionais envolvidos, creio que muito disso ocorreu graças à atuação excelente de Gal Gadot. Como muitos sabem, a atriz tem grande admiração pelos ideais que a personagem representa, e talvez até por isso, foi capaz de passar de forma tão convincente a força, integridade e pureza da personagem.

Como fã de boas histórias e de quadrinhos, recomendo fortemente este filme. Ele passa com perfeição uma mensagem de coragem, altruísmo e esperança que é desesperadoramente necessária nos dias atuais, mostrando que, independente do que esteja acontecendo com o mundo, ou o quanto tudo pareça perdido, o importante é lutar pelo que se acredita, e não se deixar corromper.

6 comentários:

  1. Grande Odin, ainda não vi o filme... mas agora será minha prioridade! Não conheço muito as HQ's da DC, mas gosto do universo criado nos cinemas. Torço para que acertem e parece que esse foi um belo acerto!

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    1. Certamente, nobre irmão! Este foi um grande acerto, e estou certo de que não te arrependerás, independente do fato de conhecer ou não a personagem nas HQs.

      Também estou gostando dos filmes da DC, e a maneira como retratam questões como heroísmo, honra e compaixão no mundo moderno. Creio que, a cada novo, eles estão aprendendo com erros e acertos, e melhorando.

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  2. Eu ainda não assisti ao filme, mas pretendo fazê-lo em breve. Os comentários por ae é que "o filme ficou tão bom que até parece da Marvel". kkkkk Já estava em tempo da Warner fazer alguma coisa que preste. Desde o Cavaleiro das Trevas que eles não acertam uma com os filmes da DC.

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    1. Salve, nobre irmão!

      Eu particularmente gostei dos últimos filmes da DC, mas questões de gosto à parte, este filme é muito superior aos filmes da Marvel em minha opinião. Mantém a seriedade e sobriedade dos filmes da DC (coisas que eu, particularmente, gosto muito) e aprendeu com os erros cometidos nos filmes mais recentes da editora. Para ser honesto, me lembrou muito o primeiro filme do Capitão América (o meu favorito da marvel).

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